No cantinho do meu coração existe um espaço reservado para este lugar; não há lembrança da minha infância que não me remeta a pequena vila de pescadores, de energia escassa e mesa farta.

Gargaú, distrito do município de São Francisco de Itabapoana, no Rio de Janeiro, comporta o segundo maior Manguezal do estado, o primeiro parque eólico da região Sudeste e as minhas mais ternas memórias.

Não tinha como fugir: meus dois avôs têm moradia próxima a pitoresca lagoa no início da orla. Ainda bem! Com grande biodiversidade, Gargaú se manteve – pelos anos de minha infância – como uma região isolada, rodeada por antigos casarões da década de 50.

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O lugarejo mantém os encantos e a tradição da pesca artesanal.

Por lá, o tempo parava; do pastel de Dona Mariquinha – no tradicional Barracão – ao posto de telefone, único meio de contato externo em tempos sem rede de celular ou internet. Gargaú era aquele tipo de lugar onde andávamos descalços, pescávamos na beira do rio e colhíamos frutas de todos os quintais que pudéssemos alcançar.

Mas Dona Mariquinha já se foi, junto a ela, o bucolismo de um lugar onde o mundo não havia chegado; um refúgio, um alento no meio desse Planeta envolto em turbulência. Hoje, o meu recanto da infância foi descoberto, mas não perdeu o encanto de continuar sendo uma delícia de lugarzinho no meio do nada.

 

 

 

 

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